Amanheceu e aquela árvore continua em brasas

Amanheceu e aquela árvore continua em brasas

Drama. Dois jovens irmãos resolvem sair para comemorar o fim de período da faculdade. Durante a festa algo foge ao controle, o inesperado evidencia um passado escrito pelas marcas da predileção materna e paterna; agora dançam as fragilidades cotidianas, as dificuldades de sua família em dialogar com o dissenso. O que mais interessa é o não dito, o que ficou guardado, o abraço não dado na hora certa. Em cena um trabalho cuja linguagem, bem como o silêncio, está no centro de todos os problemas.

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Antes que eu sonhe comigo

Antes que eu não sonhe comigo

Drama. Um jovem escritor, que alcançou notoriedade profissional e sucesso na carreira, começa perceber não estar tão bem, e inicia uma busca de algo que sente ter perdido dentro de si.  Transbordando saúde física, aparentemente bem, esforça-se para viver e permanecer em sociedade; mas com o passar do tempo revela sintomas de sua luta contra a ansiedade e a depressão. Em cena uma dramaturgia solo, construída para trazer à tona tensões existentes entre: aparência, saúde emocional, realidade e solidão.

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CAFÉ frio também ferve

CAFÉ frio também ferve

Drama. Ambientado em um vagão do sistema ferroviário urbano do Rio de Janeiro, “a jornada do herói” de Maria Luiza, Janete e Carla. Três empregadas domésticas pretas, pobres, e de realidades periféricas que revelam suas tensas humanidades e individualidades sociais durante o trajeto de casa (Baixada Fluminense) ao trabalho (Barra da Tijuca) –– se inicia ainda às 4h32min; e desenrola-se na exposição de uma série de dramas cotidianos vividos pelas personagens. Em cena: a luta pela sobrevivência, o trabalho precarizado, o desemprego, a violência. É madrugada, e o trem de estação em estação, carrega pessoas que se apertam, dormem, suspiram. Mesmo trem, mesmo trajeto, mesma paisagem sonora. Porosidade de escuta obrigatória. Corpos que estão à escuta estabelecendo um dentro-fora.roblemas.

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[Hélio]

[Hélio]

Drama. É natal, e depois de alguns anos sem se verem, cinco irmãos decidem por um encontro na antiga casa de campo da família. Durante a visita à casa, que esteve abandonada e fechada por um longo período, é descoberta no porão uma enorme raiz, que forçando de maneira acelerada e estranha compromete toda a estrutura. No reencontro eles percebem que muita coisa sobreviveu ao tempo, inclusive os descompassos pessoais das relações empoeiradas. Em cena algumas perguntas: o que herdamos? Será que somos quem pensamos ser? 

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O quintal que se tem

O quintal que se tem

Espetáculo para infância. A história de Lelê e Raphinha. Duas crianças que perguntam muito e imaginam o que serão quando crescerem. Raphinha ainda não sabe qual profissão seguir, enquanto Lelê quer ser dramaturga para criar histórias iguais as que sua mãe costuma ler para elas na hora de dormir! E ao descobrirem que em cada livro tem uma lagartixa trabalhando na organização das letrinhas durante a madrugada, elas iniciam uma divertida jornada para encontrar a lagartixa que aceite ajudar no primeiro livro de Lelê. Em cena um mundo de imaginação e muita aventura literária!

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O MAR e outros naufrágios frágeis

O MAR e outros naufrágios frágeis

Drama. Um homem que, enquanto materialidade e linguagem, compartilha seus naufrágios pessoais, como quem olha para o mundo e vê nele as próprias ruínas. Não mais o corpo é portador das palavras, mas as palavras portadoras do corpo, palavra-potência que estabelece um campo de abertura e impossibilidade, ao ponto de mobilizar a literatura em sua resistência de inventar o que antes dela não tinha lugar. Como pode a literatura cumular-se de tristeza, quais os seus ruídos? Em cena a saudade, o abandono, a rejeição, o ridículo de si, o desfazimento, o apagamento, a vida e as sutilezas do fim.

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1997

1997

Cena-performance. Uma festa de aniversário. Os espectadores são convidados a participarem de uma festa que já aconteceu. O autor Thiago Cinqüine está em cena, abrindo alguns dos conflitos do mundo de uma criança; o recorte do olhar da criança que hoje ao escrever é adulta, e que olha para o passado como um tempo fraturado, sendo também um sujeito que está no lugar do “entre os dois fragmentos de si”. Em cena a organização de uma festa que precisa ser concluída. Nesse jogo de deslocamentos, tudo (ou quase tudo) volta a ser matéria disponível aos espectadores.

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